sábado, abril 21, 2007

Emoções atrás de emoções

Confessem lá, nossos queridos conterrâneos, que a Lousã é mesmo uma terra de emoções.
É emoções por causa da possibilidade de encerramento das escolas das Levegadas e dos Pegos, é emoções pelo encerramento do SAP do Centro de Saúde, é emoções pelo protagonismo de dois lousanenses na Assembleia Municipal, é emoções pelas intervenções dos mesmos nas reuniões de câmara, é emoções pelo deita abaixo da “Casa das Mercadorias”, é emoções pelo anúncio da Variante de Foz de Arouce ir mesmo avançar, é emoções por uma empresa de turismo sair de Lisboa e vir para cá, é emoções pelo paladar do cabrito, é emoções pelas inúmeras entrevistas do Presidente da Câmara aos meios de comunicação, é emoções pela inauguração da Pousada da Juventude, é emoções... por se ser lousanense. A verdade é esta: Lousã, é uma terra de emoções.
Repararam que começamos de um negativo para um positivo.
Pronto! É isso mesmo. Não há bela, sem senão.

Nós, aqui, Em cima do Trevim, com o decorrer destas emoções todas, andávamos muito pouco consensuais, muito divergentes até. Acreditem ou não, foi o cabrito (ou o vinho que o acompanhou) que nos fez chegar a um consenso.
E com a paz no seio, melhor, na barriga, aqui vai o que nós pensamos sobre algumas destas emoções.

Não gostamos mesmo nada, dos argumentos apresentados pela Câmara, pela Assembleia Municipal e pelos partidos que se manifestaram contra o encerramento das escolas das Levegadas e Pegos. Ser contra porque ainda foram lá recentemente feitos investimentos do Estado e da Câmara? E qual era o mal? Os edifícios não iam abaixo e como até estão como novos, serviriam de certeza para outros fins à comunidade. Os equipamentos? Qual o problema? Mudavam-se para onde iam os alunos daquelas escolas. Simples.
Haja calma. Não estamos a favor do encerramento. O que nós gostaríamos de ter lido, visto e ouvido, eram argumentos em defesa das crianças daquelas escolas. Argumentos fundamentados em que os encerramentos iriam prejudicar os alunos daquelas escolas, o seu percurso, o seu sucesso, a sua aprendizagem. Nada disso. Dinheiro, dinheiro, dinheiro. Então? As crianças não estão primeiro?
Relativamente à questão da Saúde, pensamos que o senhor Presidente da Câmara tem até ao final do seu mandato de mostrar que o concelho da Lousã vai estar melhor do que na situação actual. E dizemos que tem de mostrar, pela simples razão, que nesta questão talvez tenha havido alguma submissão ao poder central, mas ainda, se comparada, por exemplo com a variante à 342.
Estamos muito sérios? Então aqui vai uma anedota.
Pergunta: Qual é, na Lousã, a peça de loiça mais resistente?
Resposta: É o pires, porque é a única que é galvanizada.
Nota: de autor desconhecido, mas praticante de artes marciais (ainda bem para ele, dizemos nós).
Onde íamos? Ah! Pois é, era bom que Fernando Carvalho quando acabasse este mandato, a Lousã estivesse melhor servida em termos de saúde... pública.
Sobre a “Casa das Mercadorias”, tal como foi feito com o pelourinho, que, e muita atenção, mudou de local, sugerimos que mudem a casa para outro local, talvez para uma das rotundas da rua de Coimbra, para ficar em estreita harmonia com a da estação depois da intervenção. Oh Pedro, desta, nem tu te lembravas.
Por agora, vamos ficar por aqui. Está na hora de irmos até à semana da juventude (re) pousada.
Na próxima, se nada nos acontecer (esta do consenso, obrigou-nos a colocar a anedota), voltamos para escrever sobre... algumas coisas que andávamos a “mastigar” e que, julgamos que ontem ficou claro.Até breve!

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Referendo

“Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?”


SIM!

domingo, janeiro 07, 2007

Venham melhores dias

Antes de mais, as nossas desculpas por estarmos tanto tempo sem dar notícias.
A questão é simples. O consenso no teor da escrita é regra imutável. Havendo pontualmente ausentes, não há texto publicado.
Passado que foi a novela da Misericórdia (parabéns Sr. João Franca), começa-se a notar já algum movimento dos nossos políticos. Será já a pensar nas próximas autárquicas? Possivelmente.
Julgamos que todos repararam nos textos de Sónia Mendes, no Trevim, o de Baixo onde se referiu ao trabalho de António Marçal. Será que temos aqui encosto político? Uma tábua de salvação perante o hipotético desaparecimento eleitoral do CDS-PP na Lousã?
E a que propósito veio o texto de António Marçal? Foi por causa do elogio de Sónia Mendes, ou foi para evitar conflitos internos dentro do PS?
É que, na nossa opinião, mesmo ele dizendo que não, António Marçal é um forte candidato à substituição de Fernando Carvalho. Agora que ainda é cedo, lá isso é e muito menos oportuno.
Aliás, neste momento, é no PS que se perfilam maior número de potenciais candidatos à substituição de Fernando Carvalho. António Marçal, Luís Antunes, Jorge Alves e… Fernando Carvalho. Ah, pois é, “cum catano”! Só com a nomeação de outro candidato é que deixamos cair esta quarta hipótese.
Também no PSD, temos dois potenciais candidatos e um pré-potencial. Pedro Curvelo novamente ou Filipe Soares, na nossa opinião, com mais probabilidades para este, pois o primeiro já teve a má experiência de provar a derrota e será provável que o próprio PSD queira fazer alterações, apesar da solidariedade manifestada recentemente por Marques Mendes. O pré-potencial, evidentemente que nos referimos a Carlos Soares. Sem grandes alaridos, mas lá vai fazendo o seu trabalho como Presidente da Junta de Vilarinho. Com esta postura, este homem merece mais ambição no seio do seu partido.
Dos outros partidos, gostaríamos de ver o Figueiredo Fernandes na corrida para dar uma lufada de ar fresco na CDU local, tal como o tem, e bem, demonstrado nas reuniões da Assembleia Municipal.
E ficamos por aqui nas questões partidárias.
Em jeito de balanço a 2006, a Lousã navegou em águas um pouco estagnadas e isso não é bom para a nossa querida terra. Bem pelo contrário.
Na nossa opinião, destacamos em 2006, de forma bem positiva a nível de entidades; a ARCIL, o Licor Beirão, a EFAPEL e os Bombeiros Voluntários de Serpins. A nível individual, destacamos Luís Antunes, Jorge Alves, António Marçal, Filipe Soares, Carlos Soares e Figueiredo Fernandes.
De forma negativa, não há destaques. Pensamos e desejamos que ninguém quis fazer algo de negativo para a Lousã, propositadamente. Se mudarmos de opinião, aqui o demonstraremos.
Para 2007, esperamos melhor debate político, mais intervenção, ver a concretização de projectos anunciados, pois de promessas… Ainda bem que não temos que pagar taxas ou impostos sobre o que prometem e não cumprem, porque senão era “tesura” total. Gostaríamos de ver instaladas novas indústrias no nosso concelho. Seria um excelente sinal que a Lousã tem futuro.
Terminamos com uma pequena informação sujeita ainda a confirmação. Parece que vai haver uma reunião entre as autarquias abrangidas pela estrada do calvário e o instituto de estradas, de forma a rentabilizar em termos TURÌSTICOS, aqueles pedregulhos que rebolam para dita estrada. Nós até já pensamos no slogan para a campanha publicitária: No conforto do seu carro, sinta o toque da natureza em movimento. NA ESTRADA DA BEIRA, ELAS ROLAM, ROLAM, ROLAM...
Virem a estrada da beira a itinerário turístico, do tipo Rota dos Calhaus Rolantes e encontrem alternativas. Isto é urgente!
Apenas mais uma pequena nota. Pedimos mais uma vez, a quem tenha intenção de comentar, que o faça com civismo e respeito. Há figuras públicas que andam a ficar muito incomodadas. Esquecem-se que ao serem figuras públicas, estão sujeitas a ouvir e, neste caso, a lerem o que não gostam. Não lhes vamos dar motivos para nos calarem... a todos, combinado?

Até breve

sexta-feira, novembro 10, 2006

Franca foi Franco

Misericórdia, misericórdia, misericórdia!!!
As declarações de João Franca ao Trevim, o de baixo, não sabemos como as devemos interpretar. Ingénuas e sinceras ou bem reflectidas e preventivas?
Vamos ver se nos sabemos explicar.
Um homem que se recandidata a um cargo, com eleições já à vista, vem admitir coisas menos correctas no funcionamento da instituição que presidiu, é no mínimo muito estranho. Mas então porque as fez?
Todos sabemos que João Franca não é propriamente um novato em andanças de eleições, seja para a Misericórdia, seja para a Câmara Municipal. Experiência em campanhas, João Franca tem.
Friamente, um leitor do Trevim, o de baixo, ao ler as declarações de João Franca, pode perfeitamente afirmar “está explicada a razão pelo qual o meu familiar não entrou”… “eles deixam entrar quem bem lhes apetece” e até mesmo “só lá entram os amigos e familiares dos amigos” e muito mais poderá ser dito. Isto em campanha, é como se diz na gíria, dar um tiro no pé.
Nós, Em cima do Trevim, é que nos questionamos se este tiro no pé, não terá sido propositado. Sinceramente não temos a certeza.
Poderemos também dizer que, o que João Franca disse, não foi nada que não se soubesse e que se passa em muitas instituições deste País. Lá está o factor cunha sempre presente na nossa vida. Mas admitir isso em vésperas de eleições? Que se passou na cabeça do senhor? Daí a questão ou questões: ingenuidade ou estratégia?
Se foi ingenuidade, julgamos que João Franca não deveria sequer concorrer porque sob sua Direcção os processos não foram claros o suficiente para se pretender manter no cargo, pois nada garante que no futuro o passem a ser. Este pode ser perfeitamente o raciocínio de um/a “irmão/a”. Porquê votar João Franca? Será que passados tantos anos ele mudará? É uma questão legítima!
Mas, e se foi estratégia? E se o raciocínio foi, antes de me atacarem com exemplos concretos e particulares, deixa-me já adiantar, admitindo alguma falta de transparência na generalidade, de forma a não haver surpresas e obrigar a que sejam outros assuntos a serem tratados e aquele passar para segundo plano. Chamaríamos a isto um bom plano de contingência digna de um bom estratega? Não será descabido, pois não?
Para nós, Em cima do Trevim, fica-nos a dúvida.
Mas, há uma certeza que nós temos.
Franca foi franco, mas Franca não podia ser franco. É que a Misericórdia lida com situações muito específicas de pessoas (crianças e idosos) com necessidades e com isto não se brinca. Não deveriam ter existido processos menos claros nem se podem fazer jogos com isso.

Até breve.

quarta-feira, outubro 04, 2006

Anestesiados

Foi de mansinho ou de forma muito discreta a reentrée política local. Aliás, não sabemos se concordam, mas parece-nos que a própria oposição na Câmara Municipal anda semi-anestesiada. Temos que dar umas vitaminas aos senhores Curvelo e Soares para que isto aqueça um pouco.
Até o Trevim, o de baixo, parece que anda a planar!!
E nós, Em cima do Trevim, por efeito secundário, também ficamos contagiados.
Temos que deixar de ser Marionetas. Combinado?
A calmaria reinante é de tal forma que, segundo ouvimos dizer, até deu para que Fernando Carvalho e Luís Antunes fossem de férias, precisamente numa altura normal de regresso das ditas. Presidente e Vice-Presidente fora. Querem melhor prova?
Contudo, Fernando Carvalho regressou a tempo de se preparar para a Assembleia Municipal e tanto quanto sabemos, foi do tipo “cheguei, vi e venci”, apesar de algumas “injecções” muito bem dadas por parte do deputado municipal da CDU. Com uma ordem de trabalhos como a que estava em discussão, aquilo mais parecia um “Resort” (em termos de postura, claro!).
Mas prestem bem atenção. O facto do Presidente da Câmara Municipal ter estado de férias, não quer dizer que não estivesse ao corrente do quotidiano da Lousã. As tecnologias existentes, como o telemóvel, assim o permitem e além disso, existe ainda outra forma de informação, bem antiguinha por sinal, talvez mesmo do tempo da mais antiga profissão do mundo, que é conhecida popularmente como “bufa” (não confundir com nenhuma parte morfológica do corpo humano) e que para o caso específico já há quem lhe chame novo ar da “Serra”, mas este, proveniente de um recanto do edifício dos Paços do Concelho. Ouvimos cadas uma...
Portanto, tudo está sob controlo, graças a… Serra. Podemos continuar a "dormir" descansados. Esperemos é que este ar da Serra, não venha cá para “cima do Trevim”. Todos sabemos que bons ares na Lousã, só os provenientes da nossa Serra... a da Lousã.

Fiquem bem, tenham um bom feriado e apanhem só bons ares. Nós, Em cima do Trevim, vamos tentar continuar só a inspirar os ares da Serra… da Lousã, porque sabemos que só assim nos podemos “inspirar e expirar” melhor. Agora que isto anda a precisar com URGÊNCIA de Saúde, anda.

sexta-feira, julho 14, 2006

Parque Carlos Reis

Apesar de nos arriscarmos a levarmos umas valentes porradas cá, Em cima do Trevim (vejam alguns comentários no Festas e desFestas), lançamos aqui o desafio de comentarem o futuro do restaurante e bar do Parque Carlos Reis.
Alguns pontos a considerar, entre muitos outros:
atendimento
qualidade do serviço
ementas
simpatia
animação
cumprimento para com a Câmara
Câmara a todo o comprimento...
etc (à vossa imaginação), ...
Este processo não terá objectivos obscuros? Pensem nisso.
Quando abre?
O ganhador já reuniu todos os requisitos?
Houve transparência?
Tantas e tantas questões que ocorrem...
Nós, Em cima do Trevim, não avançamos mais porque há determinados elementos que, digamos, não encaixam, ou pelo menos, não conseguimos encaixar.
Se vos apetecer escrever sobre este assunto, façam-no, se possível de forma séria, porque de pouco sério já basta o processo.
Para nós, nunca o Trevim, o de baixo, acertou tanto num título: "Lousanense vai explorar bar do Parque Carlos Reis". Agora resta-nos saber o que queriam dizer com "explorar".

Até breve...

Alfaiates dos Bombeiros - 2

A saga mantem-se em movimento, até ver.

quinta-feira, junho 29, 2006

Festas e desFestas

Porque se tornou na principal prioridade de todos os portugueses que é combater o “déficit” (o democrático ou o económico?), que nem os louzanjos se livram, vamos ser muito directos:
Semana da Juventude: Nós, Em cima do Trevim, consideramos que talvez fosse melhor mudar o nome da actividade para Semana Infantil, porque os jovens, esses estavam nos bares e cafés, ou noutros locais que não onde decorria a actividade. Ou os jovens andam muito distraídos, ou o que se encontrava no Parque de Exposições não os atraía.
FIMP: Desculpem? Fimp? Mas o que foi isto? Forma Inteligente de Manobrar Patos? Possivelmente. Esta actividade interessou a quem? Quem pagou aquilo? Feira da Indústria da Música Portuguesa!?!? Esta coisa foi paga por todos nós? Isto ultrapassou o razoável e se tínhamos alguma dúvida ela foi imediatamente dissipada ao lermos no Trevim, o de baixo, o apoio da Filóblocos de esquerda. Os “génios” de iniciativas à custa do nosso dinheiro, entendem-se. Se há dinheiro para aquele, também tem que haver para mim, percebem? Desculpem, quando dissemos dinheiro, queríamos dizer apoio.
Feira de São João: Decorreu com normalidade. Não houve novidades no seu formato, não houve troca de artistas, o Tony encheu o espaço e deu um grande espectáculo, os Rabos de Saia eram muito jeitosas e... eram muitos jeitosas, muito jeitosas e animadas também. Estiveram bem. Cumpriram. Os seguintes eram bons, mas o género não era o mais adequado, talvez porque foi depois de quem foi, daquelas que eram muito jeitosas.
Contudo, senhores autarcas, na nossa opinião, a feira está a necessitar de ser revista em termos de espaço e localização, em termos de se pagar ou não os espectáculos ou para se entrar na própria feira, em termos de formato... Julgamos que deve ser pensada e muito bem pensada de forma a ter futuro e a grandiosidade que a Lousã e os lousanenses merecem.
Deixemo-nos de festas e mudemos de assunto.
Ficamos muito contentes ao constatarmos que o filho trabalha no museu que tem o nome de seu pai. Agora, ele faz o quê? E o outro pessoal todo? Fazem lá o quê? Fala-se agora muito dos chamados museus vivos. Estão a ver, né? O pessoal lá que não use chapéu de palha que ainda depara com algum turista nórdico a olhar para ele como se fosse uma das peças em exposição. Ok!, Ok! Estamos a ser mauzinhos. Não é preciso usar o chapéu de palha.
Já temos vencedor para o Parque Carlos Reis, não é? Parece que ganhou aquele que fica por baixo da chávena. Sim, esse mesmo. Quê? Não percebi! Gato? Ah, sim, possivelmente irá ter o mesmo futuro. Já sabem meus amigos, se querem ganhar alguma coisa na Câmara é ir lá todos os dias, dizer mal deles e depois ter fazer como se nada se tivesse passado. Ameaçar sempre que necessário e... aí vem a recompensa. Já não há vergonha!Até breve caso seja possível.